Turismo precisa (com urgência) de trabalhadores. Sobram ofertas de emprego no Algarve

Ofertas de emprego no Algarve

Há “um problema” grave com a falta de trabalhadores nos setores do turismo e da hotelaria em Portugal. Numa altura de época alta, com os turistas a regressarem em força depois da pandemia de covid-19, sobram as ofertas de emprego no Algarve, mas faltam os candidatos.

Os empresários do setor turístico do Algarve estão preocupados com a dificuldade em contratarem trabalhadores. Na região, há 15 mil desempregados. Destes, 6 mil são no setor do turismo, como ilustram os números dos inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e de acordo com o que anunciam as associações empresariais.

Ofertas de emprego no Algarve sem candidatos

Mas, apesar destes números, “é difícil” encontrar colaboradores, ao contrário do que acontecia até 2019, como explica o administrador do grupo Pestana para o Algarve, Pedro Lopes, em declarações citadas pelo Eco.

O presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Hélder Martins, também se queixa ao mesmo site de informação de que “há um problema grave no Algarve e no resto do país de falta de mão-de-obra”.

Hélder Martins diz que tem sido feito “um esforço” para atrair colaboradores, mas que muitos não aceitam as ofertas de emprego, mesmo com uma “boa remuneração”. Há quem prefira continuar a receber subsídio de desemprego. Assim, muitas vezes, as vagas não recebem quaisquer candidatos.

“Vamos ter o melhor verão de sempre, as reservas já estão a um nível superior ao de 2019, o ano também vai ser excelente, mas não vamos fornecer o nível que deveríamos dar” devido à falta de trabalhadores, nota ainda Pedro Lopes.

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Imigrantes para ocupar ofertas de emprego no Algarve

Com “milhares de posições” no setor e cada vez mais ofertas de emprego sem candidatos, a solução passa por recorrer a imigrantes, por exemplo de países de língua oficial portuguesa, como nota o Eco, citando empresários.

Na semana passada, o Governo eliminou o regime de quotas para a imigração e aprovou um “visto para a procura de trabalho” que permite a cidadãos estrangeiros entrarem e ficarem em Portugal durante seis meses. Medidas para atrair mão-de-obra em falta.

O Governo aprovou ainda um regime para facilitar a emissão de vistos em Portugal para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP). Além de Portugal, também Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste integram a CPLP.

Esta “facilitação”, nas palavras da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, vai abranger a concessão de vistos de curta duração de estada temporária e de vistos de residência para cidadãos da CPLP.

Empresários receiam burocracias

 As associações do setor hoteleiro e turístico esperam, agora, que as entidades oficiais não tornem o processo muito burocrático. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, pede que os vistos sejam atribuídos de forma rápida, segundo declarações divulgadas pela comunicação social.

“De nada valerá a medida se a máquina do Estado não corresponder em conformidade e em tempo”, avisa Calheiros.

A vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, também constata, citada pelo Eco, que este é um “primeiro passo” que é “absolutamente fundamental” para lidar com a escassez de mão-de-obra.

Mas Cristina Siza Vieira nota que se deveriam aplicar apenas “aquelas condições básicas, uma promessa de contrato de trabalho, a prova de residência e o certificado de registo criminal limpo”. Contudo, “pelos vistos, este decreto ainda institui algo mais, um visto temporário para procura de trabalho”, sublinha.

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Profissões nas áreas do turismo e da hotelaria

Se procuras por ofertas de emprego no Algarve nas áreas do turismo ou da hoteleira, espreita algumas das profissões deste setor – e algumas têm emprego garantido:

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